QUE ANDAMOS A FAZER COM A IGEJA?
QUE FIZEMOS E ESTAMOS A FAZER DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO?
Sente-se , no presente, a grande dificuldade em saber o que poderá significar SER CRISTÃO para o nosso tempo...
Perante a inércia e a falta de imaginação pastoral, as nossas comunidades continuam predominantemente a repetir as práticas cultuais tradicionais que pouco ou nada dizem às novas gerações.
As respostas pastorais vão da pura e dura repetição estéril do passado à agitação de iniciativas de estilo feérico que confunde a alegria da fé com euforia nevrótica;
do trabalho aturado e paciente do semeador à preguiça institucionalizada do funcionalismo clerical;
elas vão ainda do autoritarismo, doutrinal ou disciplinar, ao esforço de diálogo com as culturas do nosso tempo e à escuta da Palavra de Deus!
…Parece predominar não tanto o entusiasmo da RESSURREIÇÃO nem a leveza da alegria do bom e bonito anúncio do Evangelho entre nós, mas infelizmente o desânimo da estrada de Emaús e o peso das lentidões burocráticas do funcionalismo do Templo.
Com efeito, é na Palavra de Deus que a Igreja poderá- que todos nós,- poderemos ser sinal, não de ameaças abrasadoras , nem de condenações moralizantes e paralisantes, mas sim, sinal da ternura de Deus que de tal maneira nos amou que nos deu o seu próprio Filho.
Só na escuta orante da Palavra, a Igreja poderá- nós poderemos- deixar de ser, ou comportarmo-nos como se fôssemos donos e proprietários da verdade, que, privatizando o Evangelho, negamos o direito fundamental do homem à Palavra da Vida.
…Como discípulos de Cristo, passemos de um funcionalismo arrogante á condição de servos da Palavra e de procuradores das sementes do Verbo, espalhadas pelo nosso mundo!
da conferência do Padre pradosiano Manuel António
















