Já na antiguidade o poeta Arato dizia assim:
Zeus, sê o nosso guia; nós, mortais, não podemos falar, sem falar dele. Todas as ruas estão cheias de Zeus, as praças rumorosas, o mar, os portos cheios estão de Zeus. Nada podemos fazer sem ele, seja onde for. Somos a sua família também.
Bom para nós
constantes provas do seu auxílio nos dá; para o trabalho nos acorda, para as refeições do dia ; diz quando a terra se presta ao trabalho dos bois e da enxada,
qual a quadra para as árvores dispor e as sementes espalhar.
É ele que faz brilhar os sinais do céu; semeia as estrelas; às constelações ordena que aos homens indiquem, todo o ano, os trabalhos das estações para o que na terra cresce.
Quando o homem o adora, é ele o começo e o fim...
Pai, nós te invocamos, generosa graça dos mortais, a ti e aos teus anjos.
Musas de voz melodiosa, escutai-me. O meu tema são as estrelas.
Atendei o meu apelo e livrai-me de errar o meu canto.
E O POETA CLEANTES ( também da Antiguidade) ESCREVEU:
Ó Deus gloriosíssimo, por vários nomes chamado,
Grande Deus da Natureza, poderoso, eterno,
Omnipotente Deus, cujas leis regem o mundo,
... No universo inteiro todos chamam por ti, todos te invocam.
Nós somos os teus filhos, nós só, de todos os que vagueiam pela imensidão da terra.
Conservamos no peito para sempre a tua imagem.
E louvamos rendidos, teu poder.
Vede" Este céu que ao redor da terra gira. Ao teu mando obedece. Forte, a tua mão, Tal a do sacerdote o facho ardente segurando, ergue a espada de dois gumes cujo poder mortal paira sobre tudo o que a Natureza dá à luz...















